sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Davos - O local mais improvável para se organizar um evento


Como é que um dos maiores eventos do mundo em termos de impacto mediático a nível político económico e social, é realizado todos os anos desde 1971 numa estância de montanha na Suíça, mais propriamente em Davos.
Falo da reunião anual do Fórum Económico Mundial, uma fundação não-governamental, conhecida essencialmente pelo seu principal evento, que tem lugar durante o mês de Janeiro no Centro de Congressos de Davos.

O fórum tem por objectivo melhorar as condições mundiais ao envolver num processo de definição de agendas global, regionais e industriais, políticos, académicos e vários líderes sociais.

A reunião de Davos é o seu principal evento, sendo que outros são organizados durante todo o ano em diferentes locais do mundo.

Mas quando falamos de Davos, falamos do quê?
Falamos de uma localidade que é essencialmente uma excelente zona para a prática dos desportos de inverno, com terríveis acessos, com diculdades logísticas enormes, mas na qual se organiza anualmente um dos eventos com mais impacto mediático, da área da economia e politica.

Por lá passam e têm passado os principais líderes mundiais, os líderes de empresas com impacto mundial, figuras da música também elas com expressão mundial como o vocalista dos U2.

Mas, quando estuamos e falamos sobre a organização de um evento, é inevitável falamos sobre a localização do mesmo, dos seus acessos, de toda alogística hoteleira necessária, de proximidade a aeroportos, etc.

Se fazer lago deste género em Davos é complicado, ainda pior no mês de Janeiro em que toda a área está coberta de neve.

Refira-se que a sede do Fórum Económico Mundial é em Genebra, que tem a sua sede, mas sempre optou pela escolha de Davos para realização do evento.

Analisando um pouco mais à lupa as condições inerentes à zona do evento, ficamos a saber que há uma ligação permanente através do aeroporto de Zurich, uma disponibilidade de cerca de 7.000 quartos de hotel, espalhados por mais de 90 hotéis e casas na área envolvente.

Certamente que ninguém quereria organizar um evento de impacto mundial, com a presença habitual dos principais líderes mundiais, sem que as condições globais na zona fossem mais do que aceitáveis.

No entanto, nem tudo são rosas neste processo e sem dúvida que entre os 2.200 participantes, que se juntam-se durante 5 dias com cerca de 220 sessões que fazem parte do programa oficial, haverá criticas ao local do evento e às dificuldades que o mesmo encerra.

Se por um lado, do ponto de vista organizativo, podemos analisar este evento como um sucesso, não deixarão de haver elementos criticáveis na sua implementação.

Por curiosidade, aqui fica um texto de um jornalista Brasileiro que fala exatamente das debilidades de organização do evento destes numa estância de esqui.

Bênção para a economia local

A logística desta conferência gigantesca na localidade suíça a 1.560 metros de altura constitui uma tarefa hercúlea. Ninguém sabe quantos metros de cabos, quantas antenas parabólicas ou conexões seguras de internet estão instalados. Mas a técnica funciona miraculosamente, assim como a vigilância de segurança.

Bem antes de se chegar ao centro de conferências, vê-se os postos de controle. Apenas quem tem credenciamento pode sonhar em chegar perto dali.

Então a ordem é despir os agasalhos e passar pelos raios X. O procedimento é democrático: a fila vale tanto para o banqueiro de investimentos quanto para o presidente da Anistia Internacional ou o oligarca russo. Quase todos transitam pela zona de segurança sem guarda-costas, pois estes não recebem credencial.

As Forças Armadas suíças também se encarregam de isolar Davos em grande escala, e os moradores suportam a situação com tranquilidade estoica. Não é para menos: mesmo com oferecendo hospedagem mais modesta, eles podem lucrar muito nos dias do Fórum Econômico Mundial. Um apartamento de um quarto no estilo da década de 1960, coberto de papel de parede desbotado, custa pelo menos 400 francos suíços (324 euros, ou cerca de R$ 1.000) por dia, com um contrato mínimo de sete dias.

E quem conseguir esse apartamento ainda pode se considerar feliz. Há poucos hotéis, as alternativas são cabines de esqui ou hospitais. Assim, muitas vezes os participantes do fórum são forçados a escoar para as cidades vizinhas, o que implica longas viagens, com inúmeras paradas em postos de controle.

O trajeto pelas pistas cobertas de gelo escorregadio das montanhas suíças não é para todos. Quem não tem correntes de neve para os pneus, não precisa nem tentar. Mesmo com os preços estratosféricos cobrados pelos taxistas, a demanda sempre suplanta a oferta.

Chá com Bill Clinton

Por que, apesar de tudo, todos continuam viajando até Davos?
Bem, parte do charme está justamente em sua localização isolada.

Em nenhum outro lugar do mundo é possível encontrar tantos líderes económicos, políticos, banqueiros e representantes de organizações não-governamentais.

Por isso, a cada ano, jornalistas entram no Café Schneider; ficam felizes em ver Bill Clinton tomando chá. Depois, atravessam a rua, cumprimentam Tony Blair; e veem o presidente colombiano Juan Manuel Santos correndo apressado para o centro de conferências


Links Sobre:
Centro de Congressos de Davos
http://www.davoscongress.ch/fileadmin/user_upload/Dokumente/DavosCongress/Magazin_Kongresszentrum_Davos.pdf

Programa Oficial do Fórum De Davos 2014
http://www3.weforum.org/docs/AM14/WEF_AM14_Programme_Public_A5C2512E1D.pdf

Lista de participantes
https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0AjI0Eo6IUSaHdDlPd0tNVF8xLWxGQ3ZUYmlINjhBelE#gid=0


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