quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Ritmo e a Comunicação Organizacional!


Toda a esfera musical pode ser um exemplo para o mundo organizacional, e o ritmo não é exceção. 

Para os músicos o ritmo é uma linguagem própria de comunicação para fazer passar uma mensagem, e nas organizações passar uma mensagem é uma prática diária, será que estamos comunicar eficazmente?

O ritmo acaba por estar em toda a parte (ritmo musical, ritmo de vida, ritmo cardíaco, etc.), sendo uma linguagem musical, e um componente crítico dos instrumentos de percussão, este é usado desde a idade média para comunicar entre aldeias, ou mesmo em campo de batalha.

No mundo atual, comunicar entre pessoas, empresas, comunidades ou mesmo países é prática comum, mas será que comunicamos de uma forma acertada?

Se formos buscar a resposta ao mundo musical, pudemos mesmo dizer que os bateristas são tradutores do ritmo, ou seja, pessoas especializadas numa determinada linguagem que tem que utilizar esse mesmo meio linguístico de uma forma bastante clara e contextualizada para desta forma o público perceber o que queremos dizer e ao mesmo tempo pudermos comunicar com o restante grupo de músicos que nos rodeia. Essa mensagem terá que ser concisa, e específica para cada contexto musical, o mesmo terá que acontecer no meio organizacional.

Toda uma organização terá que encontrar uma só voz que será definida através da comunicação estabelecida entre as pessoas que a compõem, assim, é bastante claro que a comunicação organizacional passa a ser uma das chaves para o sucesso. 

Mas todas as pessoas terão que comunicar da mesma forma?
Não, assim como os músicos são especializados em determinadas linguagens musicais e contextos (jazz, pop, funk, rock… etc) as pessoas também terão que ter uma noção da sua especificidade e linguagem onde estão mais à vontade, as competências de cada individuo serão o caminho para procurar as ferramentas comunicacionais que existem dentro de nós, e fazermos com que consigamos comunicar melhor.

Todos nós temos ferramentas próprias e só temos que as desenvolver e tornar-nos melhores comunicadores, para melhorar todo o contexto organizacional e social que nos rodeia.

Desta forma, equiparo uma organização a uma orquestra, apesar da linguagem musical ser completamente diferente da linguagem organizacional, os princípios para alcançar o sucesso acabam por ser os mesmos. 

Uma orquestra será constituída por inúmeros instrumentos e músicos, logo teremos várias vozes e personalidades, uma organização não será muito diferente, sendo constituída por vários departamentos e colaboradores.

Comunicar entre os diversos departamentos ou instrumentos musicais não será tarefa fácil, mas uma comunicação clara e adequada ao contexto, baseada no conhecimento e competências de cada um será a chave para a excelência.

Para desenvolver uma linguagem musical madura e definida é preciso muita dedicação e um estudo contínuo, através desse estudo e pesquisa vamos encontrar uma identidade própria.

Assim, através desta premissa torna-se claro que as organizações terão também que encontrar uma identidade no meio de toda a concorrência e mercado feroz, para alcançar o sucesso.

Mas serão os recursos humanos e a sua comunicação responsáveis por essa identidade?
Claro que sim, como todos projetos musicais são influenciados pelos músicos que o compõem, uma organização é o espelho dos seus colaboradores, torna-se claro que o investimento das organizações tem que passar pelos seus colaboradores tanto na hora de os recrutar como os desenvolver através de uma formação continua e o do desenvolvimento das suas competências.

Este será um caminho para desenvolver métodos de expressão eficazes e adequados, que por sua vez vão levar a uma comunicação sólida e concisa, sendo esta uma peça fundamental para atingir o sucesso. 

Francisco Lima 

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