Mais do que um BLOG

Todas as temáticas sobre a Comunicação. Notícias frescas sobre as últimas tendências do meio!

Equipa diversificada por profissionais do meio

A nossa equipa é composta por diferentes profissionais da área da Comunicação. Assessoria, Comunicação Corporativa, Redes Sociais, Protocolo e Marketing Pessoal são temas que semanalmente vamos abordar por aqui!

Assessoria de imprensa

Abordagem de questões/temáticas que se colocam frequentemente aos assessores de imprensa.

A Comunicação e as Redes Sociais

A disseminação de informação pelas redes sociais mudou totalmente o paradigma do tempo em relação à prática da comunicação empresarial, sobretudo no que diz respeito à assessoria de imprensa. Hoje, possuir uma cultura de comunicação é insuficiente. É necessário ter uma cultura de comunicação em tempo real,

Comunicação Corporativa

A comunicação corporativa é essencial para empresas e precisa ser colocado em prática para otimizar a eficiência do trabalho corporativo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

The million dollar question


Como eu tenho a certeza de que o meu evento terá cobertura mediática?”.  É esta a pergunta mais ouvida pelos assessores de imprensa.


Os clientes, quaisquer que sejam, se ‘compraram’ os serviços de um assessor de imprensa esperam resultados. Todavia, não existem fórmulas mágicas. O assessor de imprensa não é o Harry Potter. Não é com truques que se garante a cobertura mediática de um evento, mas com trabalho, muito trabalho.

Até o José Mourinho quando promete títulos para os clubes de futebol que orienta sabe que há sempre o risco (ainda que seja ínfimo) de isso não acontecer. 

O mesmo acontece no dia-a-dia do assessor de imprensa. Trabalha-se o ‘risco’ para que seja reduzido, mas ele existe sempre. Quem disser o contrário, está a mentir.


A nota de imprensa pode ser muito apelativa. O contacto telefónico ou via e-mail pode ser muito simpático. Mas são várias as circunstâncias que determinam o sucesso do evento.


É óbvio que o trabalho de formiguinha, que ninguém vê, colhe mais tarde os seus frutos. A relação de confiança que se estabelece com os órgãos de comunicação social deve ser sempre encarada como um investimento a longo prazo.


O bom assessor de imprensa não lhe dá garantias de nada. Porquê? Porque o seu trabalho assenta num “trapézio”. Na véspera de um evento, pode ter a confirmação da presença de todos os jornais, rádios, revistas e televisões, e, no momento, surgir um imprevisto como a demissão do Governo, um incêndio de enormes proporções, um choque em cadeia numa autoestrada ou a morte de uma figura importante, e no dia do evento não aparecer ninguém para fazer a cobertura.


Há sempre esse risco. Também há o risco de não ser considerado importante por uns, mas sim por outros. Há eventos que consideramos pouco mediáticos e que, posteriormente, se revelam interessantes para um canal de televisão ou uma revista. Nunca sabemos.


A tarefa mais importante do trabalho de um assessor de imprensa não é garantir a cobertura mediática, mas sim gerir egos. E sobre isso falarei num próximo artigo.

Dulce Salvador

quarta-feira, 3 de julho de 2013

It’s communication, stupid!!!


Na campanha presidencial de Bill Clinton, um colaborador tinha um cartaz na parede: “It’s the Economy, stupid!”.
Sim, nos anos 90, toda a propaganda política se resumia à Economia. Neste ano de 2013… Também!
No entanto, mais do que a economia, é a forma como a comunicamos. A comunicação tem de se adequar ao público alvo, é uma das regras básicas. Pratica-a? Vamos lá testar essa premissa…
Conhece o “elevator pitch”? A ideia é esta: imagine-se num elevador, comigo.

Vamos subir até ao 5º andar e, nesse espaço de tempo, deve apresentar-se e mostrar-me o que o distingue de tantos outros (comerciais, políticos, telemarketeers, frases no facebook, etc, etc, etc).

Tem esses minutos para me atrair a atenção. Pronto?
Vou ser generosa… Dou-lhe 10 minutos para pegar em papel, lápis e escrever umas breves frases sobre a pessoa que melhor conhece no mundo: você!!
Vá, escreva, enquanto vou buscar um chá gelado… Até já!
Já escreveu? Ainda não??? Bom, vou ver os e-mails e já volto!
Ok, acabou o tempo! Leia-me então o que escreveu! Hummm…. Parece-me bem, interessante qb, mas….

Adequou o que escreveu/disse a quem EU sou?? Usou os 10 minutos (e o tempo extra) para me pesquisar no site da Coomunication Advisory? Ou pesquisou-me na net? Distraiu-se!!!

Não estávamos a falar de adequar a comunicação a quem o escuta/lê? É esse o erro crasso em quase todas as comunicações: apesar de vivermos numa era de facílimo acesso à informação, não usamos tempo para pesquisar aqueles com quem vamos comunicar. Não os conhecemos. Tomamo-los por mais um número!

Quanto mais adaptamos o nosso discurso a quem o escuta, menos resistência emocional criamos. Menos incompreensão. Menos discordância. Ultrapassamos as barreiras mais facilmente, ganhamos a sua concordância e evoluímos na plataforma comunicacional.
O meu ponto essencial é este: antes de comunicar, escute! Coloque questões. Indague!
Conheça aqueles com quem comunica!
Ponha em prática o famoso provérbio árabe: “temos dois ouvidos e uma boca, para escutarmos mais do que o que falamos”.

Se o seu interlocutor afirma: “na sua empresa ninguém tratou do meu caso!”, saiba o que se passou concretamente; quando; onde; com quem; quantifique; especifique; e só depois ofereça a sua ajuda e tente solucionar o problema.

Enquanto conversa com ele, tente identificar a comunicação que mais se adequa: emocional? Factual? Criativa? Quantitativa? Regrada? Rápida? Calma?
Existem regras para conversar com cada tipo de interlocutor e, dessa forma, obter os melhores resultados!

Mas isso será tema das próximas conversas, na Communication Advisory.

Até breve (e vá praticando o seu “elevator pitch”)!

Helena Gonçalves
Executive Coach

terça-feira, 2 de julho de 2013

Os Símbolos da União Europeia

A propósito da entrada do vigésimo oitavo membro na União Europeia, a Croácia, importa ter em mente quais os símbolos da União Europeia e em particular a sua bandeira, que permanece com as 12 estrelas e não as aumentam à medida da entrada de cada novo Estado, como alguns pensam.


De acordo com o a informação Oficial da União Europeia, são três os seus símbolos.

1. A bandeira
2. O hino
3. O lema
O portal da União europeia disponibiliza a todos os interessados uma informação completa sobre esta questão, tal como no caso da bandeira, as especificações gráficas da mesma, a possibilidade de descarregar imagens para reprodução e no caso do hino, uma versão do mesmo gravado em 1994 no Teatro da Trindade em Lisboa.

A Bandeira da União

"A história da bandeira começa em 1955. Nessa altura, a União Europeia existia apenas sob a forma da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, com seis Estados-Membros. No entanto, alguns anos antes tinha sido criado um outro organismo - o Conselho da Europa - que reunia um número superior de membros e cuja função consistia em defender os direitos do Homem e promover a cultura europeia.

O Conselho da Europa procurava um símbolo que o representasse. Após alguma discussão, foi adoptado o presente emblema - um círculo de doze estrelas douradas sobre fundo azul. Nalgumas culturas, o doze é um número simbólico que representa a plenitude, sendo também, evidentemente, o número dos meses do ano e o número de horas representadas num quadrante de relógio. O círculo constitui, entre outras coisas, um símbolo de unidade.

O Conselho da Europa convidou seguidamente as outras instituições europeias a adoptarem a mesma bandeira e, em 1983, o Parlamento Europeu seguiu o seu exemplo. Por último, em 1985, os Chefes de Estado e de Governo da UE adoptaram esta bandeira como emblema da União Europeia - que nessa altura era designada por Comunidades Europeias.

Desde o início de 1986, todas as instituições europeias adoptaram esta bandeira.
A bandeira da Europa é o único emblema da Comissão Europeia - o órgão executivo da UE. Outras instituições e organismos da UE usam um emblema próprio, para além da bandeira da Europa."


O Hino Europeu


"O hino europeu não é apenas o hino da União Europeia, mas de toda a Europa num sentido mais lato. A música é extraída da 9ª Sinfonia de Ludwig Van Beethoven, composta em 1823.

No último andamento desta sinfonia, Beethoven pôs em música a "Ode à Alegria", que Friedrich von Schiller escreveu em 1785. O poema exprime a visão idealista de Schiller, que era partilhada por Beethoven, em que a humanidade se une pela fraternidade.


Em 1972, o Conselho da Europa (organismo que concebeu também a bandeira europeia) adoptou o "Hino à Alegria" de Beethoven para hino. Solicitou?se ao célebre maestro Herbert Von Karajan que compusesse três arranjos instrumentais - para piano, para instrumentos de sopro e para orquestra. Sem palavras, na linguagem universal da música, o hino exprime os ideais de liberdade, paz e solidariedade que constituem o estandarte da Europa.


Em 1985, foi adoptado pelos chefes de Estado e de Governo da UE como hino oficial da União Europeia. Não se pretende que substitua os hinos nacionais dos Estados?Membros, mas sim que celebre os valores por todos partilhados de unidade e diversidade."


O Lema

Unida na diversidade” é o lema da União Europeia.
Este lema significa que na UE os europeus estão unidos, trabalhando em conjunto pela paz e pela prosperidade, e que o facto de existirem diferentes culturas, tradições e línguas na Europa é algo de positivo para o continente. "

Miguel Macedo


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Notas de imprensa ou Comunicados?


As célebres Notas de Imprensa anunciam, por norma, algo importante que merece a cobertura ou, no
mínimo, a sua divulgação num órgão de Comunicação Social.

As notas de imprensa devem ser usadas como ‘convocatórias’ . Devem ser apelativas e interessantes, suscitando a curiosidade, mas sem exagerar. As notas de imprensas devem ser sempre ‘verdadeiras’. Para tentar ‘vender’ um determinado evento, os assessores de imprensa são tentados, muitas vezes, a exagerar na sua importância ou grandiosidade. O que acontece é que, no local, os jornalistas se apercebem que foram ‘enganados’. Um exemplo: o assessor de imprensa anuncia “Milhares de pessoas recebem cortejo de carnaval com 30 carros alegóricos”. O jornalista chega ao local, vê ‘meia dúzia de gatos-pingados’ na assistência e 30 carros alegóricos ‘fraquinhos’…

As notas de imprensa também não devem revelar tudo. Caso contrário, o assessor de imprensa corre o risco de não ter ninguém a cobrir o evento. Se a informação divulgada for suficiente, então a presença no local, além de acarretar custos, é desnecessária. Qualquer informação adicional deve ser entregue no próprio dia e no local, ou, posteriormente, enviada por e-mail juntamente com fotos ou vídeos do evento.

Para assumir uma posição sobre determinado assunto ou anunciar uma decisão extremamente importante, o comunicado é o melhor suporte. Frequentemente usado em substituição da conferência de imprensa, o comunicado evita que os intervenientes sejam confrontados pelos jornalistas com questões difíceis.

Quando o tema é polémico e justifica um esclarecimento, o comunicado é o ideal. Deve ser claro para que não haja necessidade de novas declarações para explicar o que o interveniente quis dizer. Na minha opinião, e apesar da insistência quer de rádios quer de televisões, o comunicado nunca deve ser ‘explicado’ pelo interveniente. Bem sei que, para os meios audiovisuais, a imagem e o som são fundamentais, mas para isso existe a citação.

Dulce Salvador

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Qual o melhor uso do Instagram para uma instituição pública?



O Instagram é uma forte rede social que pode igualmente ser partilhada no Twitter e no Facebook! Neste momento assistimos a uma enorme adesão à fotografia "social", muitos a estão a utilizar, pelo que faz sentido estar onde as pessoas estão!


Através da publicação de imagens interessantes, do nosso património, dos nossos eventos e iniciativas, podemos transmitir conteúdo às pessoas! Usamos o Instagram para demonstrar às pessoas a realidade das nossas cidades, mas acima de tudo queremos que sejam as pessoas que cá vivem, ou as pessoas que nos visitam, a publicar essa mesma realidade!
Queremos mostrar a nossa cidade ao Mundo! 
Assim sendo, não publicamos fotos em nome próprio, em nome da instituição, mas criámos algumas hashtags para as pessoas publicarem o que quiserem sobre esses temas. Todas elas são encaminhadas para a nossa página do Facebook, alargando, desse modo, o alcance das mesmas!
Assim, os nossos funcionários, políticos, habitantes ou visitantes, TODOS podem publicar algo sobre #matosinhos!
É uma nova forma de comunicar, integrada na nossa comunicação digital.
É algo que queremos ajudar os nossos munícipes a beneficiarem dela!

Helder Gonçalves



quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Fotografia social na nossa estratégia de comunicação



Você recorda-se da última vez que se sentou e leu na íntegra um artigo na Internet? Vamos lá, admita! 

E convém lembrar que pesquisar por um conjunto de tópicos de notícias não conta!


O que eu estou a referir-me é quando é que leu um artigo do princípio ao fim? 
Já foi há algum tempo, não foi?

Temos que ser realistas! 


Estamos todos demasiadamente ocupados nas nossas vidas e os nossos hábitos na Internet refletem isso mesmo.


Como estamos tão ocupados, não temos tempo para ler as coisas atentamente, pelo que começamos a considerar a comunicação visual mais acertada para as nossas necessidades. Isto quer dizer que as imagens estão a ocupar uma parte cada vez maior nas nossas atividades diárias. Se vamos para o online, para a internet, temos tendências para focar a nossa atenção nas imagens, e é por isso que o Instagram se tornou um sucesso.

Mas não é só por isso: o texto não tem o mesmo poder das imagens. Uma imagem tende a ter 4 vezes mais influência do que um texto! Já diz o ditado: “Uma imagem vale mais do que mil palavras!”. É por isso que o Twitter introduziu imagens na sua rede e o Facebook criou a Timeline para tornar as suas páginas mais visuais.

O Instagram cresceu de 5 milhões para 80 milhões de utilizadores desde o seu lançamento em Outubro de 2010. Mais de um bilião de fotos são adicionadas por dia na sua rede. Foi comprada pelo Facebook por um bilião de dólares em Abril. Os jovens estão aderir em massa!

O Pinterest, a rede social com o crescimento mais rápido de sempre, baseia-se igualmente na imagem!

Acreditem, a comunicação visual é enorme e está a crescer a um ritmo acelerado!

Razões para este rápido crescimento?
Os telemóveis de última geração. Os ditos Smartphones!
A rápida implementação deste género de equipamentos veio transformar a relação que temos com o telemóvel.

Quanto tempo da utilização diária do telemóvel é despendido para efetuar chamadas?
Quanto tempo passamos nas redes sociais, ou a ler os emails profissionais e pessoais, ou a utilizar aplicações?
Certamente muito mais tempo do que a falar ao telemóvel!
Os equipamentos móveis estão a tornar cada vez mais fácil a produção de conteúdos visuais.
Nunca foi tão fácil capturar uma fotografia ou vídeo!
Já verificaram quantas apps há para fotografia e vídeo? Milhares delas!
E todas com capacidades fantásticas para edição e publicação nas redes!
Além do mais, os telemóveis andam sempre nos nossos bolsos e carteiras!

Neste momento, é muito mais fácil exprimirmo-nos visualmente do que em texto. Uma imagem vale mesmo mil palavras!
Mas será que estou a exagerar? Talvez!
Eu gosto de acreditar nas capacidades das novas tecnologias!
Mas o que é certo é que algo está a acontecer!

Flickr, Tumblr, Instagram, Pinterest, Draw Something, Cinemagram, Viddy, Socialcam, Vimeo, Vine… estas redes não são apenas coincidências!

É uma tendência emergente e não a podemos ignorar!

Helder Gonçalves

terça-feira, 18 de junho de 2013

Dossier de Imprensa: o que conter?

Tudo menos a chamada ‘palha’. 

Sim, porque há empresas e pessoas que pensam que um dossier de imprensa deve ter tudo aquilo que diz respeito a um evento… mesmo o que não tem interesse nenhum!


Apenas a informação pertinente (e complementar) deve constar neste documento. Se a Nota de Imprensa visa informar / dar conhecimento / convocar, o Dossier de Imprensa deve incluir informação mais detalhada, se possível ilustrada com imagens / quadros / gráficos / fotografias, mas desde que seja útil.

O dossier de imprensa de um evento como um festival, uma feira medieval ou uma corrida de automóveis deve apresentar um breve resumo que contextualize a sua organização, assim como os horários, o programa e o seu alinhamento, a localização (se possível com mapa), as bilheteiras, as saídas de emergência, os condicionalismos de trânsito, os transportes, a informação/biografia sobre os intervenientes (grupos, bandas) ou as actividades previstas. 

O documento deve ainda incluir breves declarações do promotor/organizador e os logos de quem patrocine e/ou apoia o evento.

Os dossiers de imprensa (em papel ou em suporte digital) devem ser entregues em mão aos jornalistas presentes no evento. Todavia, podem ser posteriormente enviados por via electrónica para quem não pôde – e avisou atempadamente- fazer a cobertura no local.

Caso o assessor de imprensa entenda que deve privilegiar um determinado órgão de Comunicação Social na divulgação do evento, a distribuição do dossier de imprensa pode ser antecipada mediante uma negociação entre todas as partes envolvidas.

Dulce Salvador

segunda-feira, 17 de junho de 2013

5 Ideias fundamentais para o Profissional de Protocolo


1.   Organização – a preparação de qualquer evento deve ser precedida por um exaustivo trabalho de preparação de todos os pontos considerados necessários, de todos os cenários eventuais.

2.  Bom senso – um responsável de protocolo deverá na sua actuação, ter sempre em conta que cada situação é única, cada situação é inédita e por isso muitas vezes somos surpreendidos por factos inesperados, pelo que a resolução dos mesmos deve sempre ter em conta uma boa dose de bom senso.
3.   Discrição - os profissionais de protocolo, devem sempre actuar de acordo com as necessidades da sua função, das suas obrigações, mas de uma forma discreta, o mais invisível possível. O centro das atenções deve estar virado para outras figuras de cada cerimónia.
4.   Conhecimentos – Um bom profissional de protocolo deve conhecer o mais possível toda a legislação existente sobre a actividade protocolar.

5.   Apresentação – A par da forma de estar num evento, alia-se a forma como um profissional de protocolo se deve apresentar em termos de vestuário. A adaptação a cada situação é fundamental mas o elemento da discrição assume igualmente uma grande importância.

Miguel Macedo

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Marcas: As mudanças de paradigma


A conjuntura actual do mercado levou a que as marcas se reinventassem para poder continuar a chegar e fidelizar o seu público.

Desde a inovação, até ao envolvimento do público com as estratégias de comunicação e até mesmo à produção, tudo foi utilizado para continuar a expandir e fidelizar o público, bem como expandir para novos mercados.

A sustentabilidade das marcas, bem como as Políticas de Responsabilidade Social e Ambiental, sempre foram assuntos que preocuparam a generalidade das mesmas, mas nunca na história se viram tão ligadas ao próprio consumo como agora.

Questionado na D&dD AwardsJustin DeKoszmovszky, Director de Estratégia de Sustentabilidade da Puma, defendeu a tese de que o futuro dos artigos de consumo já não passa pela venda dos mesmos, mas pela reinvenção do modelo de distribuição, com a fidelização do público que possa levar inclusivamente ao retorno do artigo usado à própria marca para reciclagem.

"No futuro, podemos nem sequer vender os sapatos/sapatilhas. E se os alugar-mos, ou se forem parte dos benefícios de uma fidelização em termos de lealdade à marca, ou num pacote maior de serviços em que este esteja incluído? Como é que mudamos do paradigma de consumidor zombie, para um paradigma de consumidor informado, atento, envolvido? Esse é o próximo passo, como havemos de criar este envolvimento e criar valor da marca. É um mundo totalmente novo para os criativos e para o Marketing".

A Puma já tem pontos de entrega para modelos usados, para que possam ser reciclados e remontados, mas Justin pensa que ainda há um longo caminho a percorrer, se as marcas quiserem ser realmente sustentáveis.
Mas a realidade é que os paradigmas para o consumo estão a mudar, e com eles, todo o mundo como o vemos.

Está pronto para a mudança?

Jaime Brandão

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Instrumentos de Protocolo


A lei nº 40/2006, de 25 de Agosto

Se tivermos de pensar sobre o que serão instrumentos de protocolo, no sentido das ferramentas que podemos ter à nossa disposição para analisar e preparar um determinado evento ou cerimónia sob o ponto de vista protocolar, o primeiro desses instrumentos terá de ser a Lei nº 40/2006, de 25 de Agosto, conhecida como a Lei de Precedências do protocolo do Estado português.

Esta lei, tem um total de 44 artigos, divididos em VII secções e dispõe  de elementos de trabalho fundamentais para levar a cabo de uma forma eficaz a organização protocolar de um evento.

Desde logo, porque ela assume aquilo que se pode definir como a realidade jurídica do protocolo. Ou seja estamos perante uma Lei do Estado Português, o que nos obriga à sua aplicação, de acordo com o seu objecto e âmbito de aplicação. 

Esta Lei, por outro lado assume-se como um instrumento acima de tudo facilitador do processo sempre complexo do âmbito protocolar, pelo que não lhe dar valor, será um erro enorme para qualquer responsável de protocolo. 

Sobressai do seu conjunto de artigos obviamente, o artigo 7º, que estabelece a lista oficial de precedências do estado português, com 58 posições, algumas delas muitas vezes até de difícil identificação, mas que nos oferece a possibilidade de planear da melhor forma, precedências de lugares e de discursos, lugares de mesa, de acordo com a posição de cada uma nesta lista.

Mas, esta Lei nº40/2006 de 25 de Agosto, como disse é um instrumento fundamental de trabalho para qualquer responsável de protocolo, e como tal tem de ser sempre vista como um todo. Todos os seus artigos têm e devem ser vistos de forma interligada, de forma harmoniosa e obedecendo sempre à legalidade da lei, mas também tendo sempre em conta e nunca esquecendo algo fundamental em protocolo, o bom senso.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

O que NUNCA se deve fazer


A base de contactos de um assessor de imprensa é o seu principal instrumento de trabalho. Ao contrário do que muitas vezes se pensa, uma boa base de contactos não é apenas uma lista de nomes, números de telefone ou endereços eletrónicos. Para isso existem as páginas amarelas ou os motores de pesquisa na Internet.
A base de contactos de um assessor de imprensa demora anos a constituir-se. Não se aplica a todas as situações, pois, em muitos casos, a ‘negociação’ deve ser personalizada.

É óbvio que é mais fácil enviar uma nota de imprensa ou comunicado para TODOS os contactos, mas isso não garante sequer a sua divulgação. Há assuntos ou eventos que interessam mais a uns do que a outros. Como tal, o envio deve ser ponderado e seletivo consoante o grau de interesse.
O assessor de imprensa também não pode ser visto como ‘um porreiraço’. Ceder a sua base de dados - nem que seja à professora dos filhos para divulgar a festa de Natal da escola - é um erro. Informação é poder.

Ao ceder o nosso instrumento de trabalho, estamos a dar um sinal que o nosso trabalho se limita a carregar num botão. Ajudar não é dar tudo numa bandeja. Ajudar é dizer o que é preciso fazer.

O trabalho de um assessor de imprensa paga-se. Não é com estas “benesses” que se criam oportunidades de trabalho.

Dulce Salvador

terça-feira, 4 de junho de 2013

Comunicar para si! Comunicar consigo!


Um pouco por todo o mundo, os governos - nacionais e locais - estão a deparar-se com novas exigências, novas expectativas e um rápido crescimento de tecnologias e ferramentas, que possibilitam o aumento da participação cívica dos cidadãos na política.
As novas ferramentas digitais permitem às instituições acelerar os processos e as tomadas de decisão, tornando-as, assim, mais eficientes, mais próximas dos cidadãos e das suas verdadeiras necessidades.
Vivemos atualmente uma fase em que a maior parte das instituições governamentais estão a dirigir a sua comunicação para as redes sociais. Para muitos responsáveis políticos, as redes sociais são o Santo Graal da democracia do século XXI, pois reaproximam os cidadãos da vida ativa e, por sua vez, da confiança pública.
Esta “excitação” atual sobre as redes sociais e as suas plataformas interativas representam uma alteração significativa na forma de pensar das organizações públicas, que ainda há bem pouco tempo estavam focadas em expandir o e-Government.
O arquétipo da estrutura do e-Government assentava num portal web, numa espécie de “loja de serviços” para cidadãos e empresas, onde podiam aceder a informação e serviços governamentais. Em contraste, as redes sociais e as aplicações web 2.0 fomentam a interatividade, a co-produção de conteúdos e a subscrição de informações específicas. As instituições, que procuravam levar os seus cidadãos a usarem os seus portais, estão, neste momento, a verificar que podem atrair um maior número de pessoas, se a sua informação for divulgada através dos meios onde atualmente se encontram os cidadãos: meios tradicionais (jornais), redes sociais e mobile.
No entanto, em vez de nos focarmos nas terminologias web2.0, devemos pensar que as redes sociais são novos canais de comunicação, que possuem regras e hábitos diferentes dos canais tradicionais.
As redes sociais têm tendência para ser:
Interativas em vez de autoritárias: as redes sociais facilitam as conversações em vez de histórias. Muito do valor acrescido aos “posts” é fornecido pelos utilizadores, que respondem e recomendam os mesmos;
Pessoais em vez de institucionais: os utilizadores mantêm grande discrição sobre os seus “canais” pessoais, subscrevendo somente a informação que querem e pretendem receber, ignorando todo o resto;
Segmentadas em vez de massa: mesmo uma larga audiência de seguidores nas redes sociais de uma grande entidade institucional é pequena em relação aos standards da rádio ou da televisão. Mas, por outro lado, as redes sociais facilitam uma mais voluntária, interativa e simétrica relação entre a instituição e a sua audiência. Uma mensagem acertada pode circular rapidamente através destas redes para o público em geral.
Atualmente, existem dois tipos de reação face à presença nas redes: aqueles que tornam estes serviços como parte integral da estratégia de comunicação com o público e imprensa, e outros que continuam a demonstrar-se cépticos em relação às redes sociais, considerando-as como pontos de distração.
No entanto, para a maior parte das instituições, as redes sociais são, neste momento, o meio essencial de comunicação, considerando-se verdadeiramente satisfeitos com a experiência obtida. Esta alteração na forma de comunicar possibilitou criar uma linha direta com os seus seguidores, bem como cativar uma audiência mais nova para os assuntos relacionados com a sua comunidade. Sentem-se verdadeiramente satisfeitos com o número de pessoas que optam por subscrever voluntariamente as suas notícias.
As redes sociais podem gerar muitas oportunidades devido à forma como conseguem angariar o feedback do público (ideias, criatividade), fornecendo conteúdos bases para os decisores políticos trabalharem, rejuvenescendo, deste modo, a democracia.
Os cidadãos têm, assim, um papel ativo na participação direta nas decisões dos governos, obrigando-os, em muitos dos casos, a repensarem estratégias, políticas, de forma a irem de encontro às verdadeiras necessidades dos cidadãos.
Os governos não podem descurar esta oportunidade. Há que comunicar numa lógica assente na bidirecionalidade entre instituição e cidadãos. Isto envolve alterar a cultura de comunicação ainda existente em muitos setores, transformar a “comunicação para si” numa “comunicação consigo”, desenvolvendo ferramentas e plataformas que permitem uma maior colaboração, e inclusive, em alguns casos, as tomadas de decisões juntamente com a sociedade civil e o setor privado.
O futuro é já!
Helder Gonçalves

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Comunicação Autárquica Vs Comunicação Eleitoral Autárquica


É um dilema que se coloca sempre que há eleições autárquicas e os presidentes de


Câmara ou de Junta de Freguesia são recandidatos.

Embora haja uma clara distinção entre o assessor de imprensa do Presidente e o assessor de imprensa do candidato, na realidade é ténue a linha que separa os seus campos de trabalho. As agendas confundem-se ou partilham-se em muitas situações.

A partir do momento em que alguém anuncia a recandidatura, tudo o que se passa em termos de agenda autárquica é, muitas vezes, considerada eleitoralista. Tudo o que está em agenda é encarado como campanha eleitoral. A inauguração de um lar de terceira idade é campanha ou agenda autárquica? Sim e não. Sim, se for anunciada em período ainda que seja pré-eleitoral. Não, se por motivos de conclusão da obra não existir outra data para a sua inauguração.

A questão coloca-se: deve ou não existir entreajuda entre os assessores de imprensa? Deve ou não existir partilha de informação? 
Um assessor de imprensa de uma Câmara deve saber o timing ou o conteúdo de notas de imprensa e/ou comunicados de carácter eleitoral?

A resposta não é simples e nem há regras sobre o assunto. Conhecer o timing evita a colisão de informação. Seria prejudicial para todas as partes, o envio de dois comunicados no mesmo dia sobre a mesma pessoa, ainda que em funções diferentes. Promover duas entrevistas – uma como Presidente, outra como recandidato- junto do mesmo órgão de Comunicação Social seria desastroso.

O assessor de imprensa, em períodos eleitorais, é, de facto, uma vítima fácil de mal entendidos.

Quando um jornalista o contacta para uma obter uma reação do candidato, o assessor de imprensa autárquica deve esclarecer de imediato que não é a pessoa mais indicada para responder ao pedido. Todavia, deve ou não fornecer o contacto do responsável pela campanha? Eu penso que sim. Ninguém está aqui para prejudicar ninguém. Recordo que, para muitos jornalistas, o assessor de imprensa autárquico é alguém com quem lida quase diariamente, alguém com quem estabelece uma relação de maior proximidade. 

Muitas vezes, os assessores de imprensa de campanhas eleitorais são contratados especificamente para os períodos eleitorais, perdendo-se, por isso, a ligação que se constrói no dia-a-dia com os jornalistas. Como tal, são aos assessores de imprensa autárquicas que recorrem sempre que precisam.

Como tudo na vida é preciso bom senso. Tal como no jornalismo, o objetivo não é ser objetivo, mas sim o menos subjetivo possível. 

O assessor de imprensa deve saber ocupar o seu lugar, respeitar as suas funções, ser o mais profissional possível. Independentemente para quem trabalha.

Dulce Salvador

Follow up: sim ou não?


É uma questão que se coloca frequentemente aos assessores de imprensa. 

Depois do envio da nota de imprensa a convidar o órgão de Comunicação Social para cobrir um determinado evento, deve ou não o assessor de imprensa contatar a redação a confirmar a presença do jornalista? 

E no final do evento, deve ou não questionar, a quem não esteve presente, se está ou não interessado em receber imagens, informação ou até a obter declarações do interveniente?


A velha escola diz-nos que sim. Mas este contacto pode, em último caso, ser considerado um tipo de pressão, o que é, de todo, pejorativo.

O trabalho de um assessor de imprensa começa antes do evento, mas nunca acaba depois da sua conclusão. A monitorização e análise (clipping) das notícias que saíram sobre o evento determinam o sucesso ou fracasso do trabalho de assessoria de imprensa.

Mas isto fará ainda sentido? 
As redações têm cada vez menos pessoas. Os custos com deslocações, transporte e horas extraordinárias obrigam as administrações a fazerem cortes para evitarem despedimentos, principalmente nas delegações.

Sugere-se que, apenas em eventos que justifiquem previamente a confirmação de presença- jantares, cerimónias oficiais, cerimónias privadas, eventos de massas- se contactem as redações com este intuito. Recordo que o pedido de credenciação em eventos como festivais de música ou cerimónias de tomada de posse de Executivos deve ser obrigatório. Todavia, deve-se sempre encarar com alguma tolerância o atraso ou a inexistência de uma resposta a esta solicitação.

Muitas vezes, e apesar de estar agendado, só em cima da hora se sabe se determinado órgão de Comunicação Social fará a cobertura do evento no local. Atenção, a tolerância não deve nunca ser confundida com facilitismo. Um órgão de Comunicação Social não está isento de responsabilidade. Todos precisamos uns dos outros. Até os jornalistas têm que perceber isso. Confirmar a presença e depois não aparecer no evento ou não confirmar e aparecer sem aviso prévio são situações lamentáveis.

O fim do evento representa apenas “meio caminho andado”. Há muito mais a fazer. Em vez de privilegiar um determinado órgão de Comunicação Social, deve elaborar-se um comunicado, acompanhado de imagens, com declarações dos intervenientes para quem não esteve.

A escolha de um órgão de Comunicação Social para divulgar um assunto em primeira mão deve também ter em linha de conta quem colabora, quem cumpre, quem é profissional. 

Dulce Salvador