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Todas as temáticas sobre a Comunicação. Notícias frescas sobre as últimas tendências do meio!

Equipa diversificada por profissionais do meio

A nossa equipa é composta por diferentes profissionais da área da Comunicação. Assessoria, Comunicação Corporativa, Redes Sociais, Protocolo e Marketing Pessoal são temas que semanalmente vamos abordar por aqui!

Assessoria de imprensa

Abordagem de questões/temáticas que se colocam frequentemente aos assessores de imprensa.

A Comunicação e as Redes Sociais

A disseminação de informação pelas redes sociais mudou totalmente o paradigma do tempo em relação à prática da comunicação empresarial, sobretudo no que diz respeito à assessoria de imprensa. Hoje, possuir uma cultura de comunicação é insuficiente. É necessário ter uma cultura de comunicação em tempo real,

Comunicação Corporativa

A comunicação corporativa é essencial para empresas e precisa ser colocado em prática para otimizar a eficiência do trabalho corporativo.

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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Mudar o amanhã HOJE


Hoje apresentamos a empresa ChangeTomorrow, que lançou recentemente a plataforma de Orçamento Participativo PARTICIPARE a nível mundial.
 
A ChangeTomorrow é uma spin off da WireMaze, empresa líder a nível nacional na construção de soluções eGovernment.
 
Após 10 anos a desenvolverem websites institucionais entre muitas outras soluções corporativas, a Wiremaze dedicou-se a desenvolver soluções de orçamentos participativos tendo em 4 anos instalado 30 projectos nacionais.

Baseados nesta experiência resolveram agora apostar na internacionalização tendo no passado mês apresentado a solução Participare em Inglaterra, França e Estados Unidos.
Os aspectos principais desta solução são: 
- suporte multi-língua;
- controlo de processos;
- voto simplificado e excelente experiência de participação;
- integração online e offline;
- mecanismos anti-fraude;
- Auditoria à participação;
- baseado na cloud;
 
Aqui ficam os links para mais informações:
 
 


Helder Gonçalves

terça-feira, 31 de março de 2015

ProKubo a tua plataforma para trabalhar online

Tive hoje conhecimento de uma nova plataforma online que poderá dinamizar ainda mais a comunicação das pequenas empresas, mas sobretudo gerar trabalho a muitos dos profissionais da comunicação que se encontram atualmente no desemprego!

Aqui fica a sua apresentação:



"O ProKubo é uma inovadora plataforma de trabalho remoto, onde poderás encontrar os melhores profissionais e contratar todo o tipo de serviços de comunicação, marketing, criatividade e design de uma forma rápida, simples e a preços acessíveis. Assim, poderás posicionar a tua marca, produto ou serviço a um nível mais alto, de modo a obter o máximo retorno que o teu negócio merece.

O Prokubo foi criado para atender a necessidade que tinham milhares de empresas, empresários e particulares, de encontrar bons profissionais para criar ou melhorar a visibilidade dos seus negócios. Desta forma, também se tornou numa comunidade de talentos em que diferentes especialistas podem encontrar facilmente os seus clientes. A ideia é muito simples: ambas as partes poupam tempo e dinheiro, obtendo os melhores resultados. Sem taxas, nem processos complexos ou intermediários numa plataforma intuitiva e acessível para todos.

Somos uma plataforma com uma visão internacional criada e localizada em Espanha, com um projecto cuidado até ao último detalhe, que desenvolveu uma interface dinâmica, interativa e equipada com um moderno sistema de busca e de comunicação interna. Acreditamos que a melhor forma de nos apresentar, é mostrando o que somos capazes de fazer. Assim sendo, resta-nos dar-lhe as boas vindas e desejar-lhe a melhor das experiências.
"
 
 

 
Helder Gonçalves
 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

PRÉMIO NACIONAL INDÚSTRIAS CRIATIVAS

O Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves é uma iniciativa pioneira em Portugal, promovida pela Unicer, através da marca Super Bock, e a Fundação de Serralves.


A organização acredita nos inconformistas, nos que não se resignam e que por isso mesmo têm um espírito criativo e empreendedor. Desde cedo reconheceram a importância do setor e foram os primeiros a promover uma competição exclusivamente dedicada às Indústrias Criativas.

São parceiros da UNICER a ADDICT, Agência Nacional de Inovação, ANJE, BPI, ESAD, Fundação da Juventude, IAPMEI, Brand New Box, Universidade do Porto, Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa Porto.

Em 2014 foi iniciada uma parceria do Prémio Nacional Indústrias Criativas (PNIC) com o programa The Next Big Idea (TNBI), que organizou o Roadshow PNIC/TNBI, destinado à divulgação do Prémio junto da comunidade universitária e dos fóruns das Indústrias Criativas.


Esta parceria mantém-se em 2015, com o Roadshow a passar, em datas devidamente publicitadas, por vários locais. Graças a esta iniciativa, permitem aos candidatos (os que efetuam a sua inscrição online na competição através do "Formulário de Candidatura PNIC/TNBI") gravarem um pequeno vídeo de apresentação da sua ideia.

No seguimento dessa parceria, o Prémio Nacional Indústrias Criativas e os seus finalistas merecem destaque no programa The Next Big Idea, do canal televisivo SIC Notícias.

Mantém-se, no entanto, o formato tradicional de candidaturas ao Prémio (não implicando, pois, a participação no Roadshow PNIC/TNBI).

Em ambos os modos de inscrição, e como sempre, todas as candidaturas são submetidas através do site: 
http://www.industriascriativas.com

Helder Gonçalves



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

‪#‎HeForShe‬


"It is my belief that there is a greater understanding than ever that women need to be equal participants in our homes, in our societies, in our governments and in our work places. And they know that the world is being held back in every way because they are not" - Emma Watson


Cada um de nós pode e deve contribuir. A forma como agimos no nosso núcleo, a forma como interpretamos o papel da mulher e do homem na sociedade. Porque há distinção? Não está a ser pedido nenhum favor, nenhum tratamento especial... Devem ser garantidos os mesmos direitos e o acesso às mesmas oportunidades. Não se trata de uma dualidade homem vs. mulher, não é uma luta de poder, é uma luta pela igualdade: pela igualdade de géneros. É hora de quebrar, de uma vez por todas, o status quo obsoleto, a imagem estereotipada, pois isso é discriminar.

É importante que exista este tipo de endorsement por parte de figuras públicas, para chamar a atenção e consciencializar a população. A atriz Emma Watson soube tomar partido da influência mundial que possui para, como embaixadora da UN Women, lutar por uma causa em que acredita, conseguindo com que esta passasse também a ser a causa de milhares de pessoas, e conquistando o apoio de figuras como Yoko Ono, Hillary Clinton e o Príncipe Harry. 

Todos podemos fazer a diferença. #‎HeForShe  









Mariana Luís Gonçalves

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Gerir/exponenciar uma crise


Uma crise interna é tanto mais grave quanto pior for a comunicação para o exterior. Foi isso mesmo que sucedeu com o Sporting desde que Bruno de Carvalho fez o explosivo comentário via Facebook na sequência da derrota em Guimarães. A opinião é sagrada mas, consoante o cargo, existem formas mais ou menos corretas de as expor. Evitando aqui – mas não menosprezando a sua importância – clarificar quem tem a maior fatia das culpas na crise ou debruçar-me sobre questões relacionadas com feitio, ingerências ou “agendas”, é possível concluir ainda assim que a crise não foi empolada, foi sim alimentada pelos seus intervenientes, uns mais do que os outros, por intervenções extemporâneas e por vezes contraditórias. Bruno de Carvalho, Marco Silva e, posteriormente, José Eduardo, foram os intervenientes de uma novela que teve o seu fim mas certamente com chama acesa nos bastidores. Foram ditas coisas que impossibilitam que, de um momento para o outro, apenas porque se disse que tudo está resolvido, estejam efetivamente as divergências sanadas.
Não há nenhum clube onde não existam problemas. A forma como os mesmos são resolvidos e, durante esse processo, é feita a comunicação é que difere e, em vários casos, acaba por fazer a diferença. Diz-se que Bruno de Carvalho tem um perfil muito próprio, que acaba facilmente por entrar em choque; diz-se que Marco Silva tinha uma agenda própria, que passaria por destituir o presidente. Verdade ou não, o clube não atacou o chorrilho de acusações a tempo e deixou que as mesmas espalhassem a confusão.
O primeiro episódio pós-Guimarães, que aqueceu o ambiente até ao ponto de ebulição, ocorreu na célebre comunicação apenas dois dias antes do importante jogo na Madeira, com o Nacional. Bruno de Carvalho exigiu publicamente que todos dessem a cara e assumissem os seus erros, enviando recados para treinador e jogadores quando o deveria ter feito “cara a cara”, fora do escrutínio público – “modus operandi” que Marco Silva admitiu preferir quando tem de criticar, após esse encontro com os insulares.
À célebre reunião que ditou a rotura naquele momento seguiu-se um blackout que tinha por objetivo impedir uma certa lavagem de roupa suja no espaço público. Mas o mal já estava feito, fosse pela ausência de esclarecimentos plausíveis às notícias sobre a quebra na relação entre Bruno de Carvalho e Marco Silva, fosse – e aqui, refira-se, o controlo das declarações era bem mais complicado – pelas intervenções de antigos dirigentes e sócios. É aqui que entra José Eduardo. O ataque pessoal do também antigo jogador manteve a quezília na ordem do dia. Pior, ao dizer que estava mandatado pela direção (Bruno de Carvalho, portanto) – ou autorizado, segundo esclarecimentos recentes –, José Eduardo deixou no ar que ilustrava a posição do presidente no diferendo. É impensável, se estamos a falar de um relacionamento no mínimo cordial entre presidente e treinador, que o mais alto representante de um qualquer emblema não repudie um ataque daquele calibre ao seu técnico. Ao não desmenti-lo na altura, não legitimou as críticas de José Eduardo mas alimentou a ideia de que tinha efetivamente “autorizado” – questões de semântica… – José Eduardo e que o complô para destituí-lo era verdadeiro. As únicas declarações de BdC sobre o assunto, aliás, foram para elogiar as intervenções de José Eduardo e Eduardo Barroso. Elucidativo?

O bom-senso surgiu finalmente no sábado, num comunicado onde Bruno de Carvalho apelou à união, garantiu a continuidade de Marco Silva e “desautorizou” José Eduardo, deixando-o por conta própria, ao sublinhar que “apenas estão mandatados para exprimir as suas opiniões os membros dos órgão sociais do clube”. Sobressaem, assim, algumas notas: Bruno de Carvalho apercebeu-se do exagero das suas intervenções… e intenções; Marco Silva mostrou enorme carácter, ora visando a união, ora respondendo de forma assertiva e com classe quando o momento se impunha, tendo sido claramente o elemento que melhor geriu o aspeto comunicacional na crise; José Eduardo acabou por cair sozinho, não só por ter sido isolado por BdC mas também pela incapacidade em explicar como é possível dizer que um treinador tem uma agenda que visa destituir o presidente do clube e depois afirmar que lutou por um entendimento e que defende até a sua continuidade…
Por João Socorro Viegas




segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Muito mais do que um político

«Mário Soares não parece ser só o pai da democracia em Portugal. Parece ser o rei dos portugueses» FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, Presidente do Brasil entre 1995 e 2003

http://mediaserver2.rr.pt/newrr/mario_soares_na_festa_dos_90_anos958534bc_664x373.jpg
Mário Soares - 90º Aniversário
Diz-se do Barcelona que é «muito mais que um clube», tal a importância que a marca «Barça» adquiriu como forma de afirmação da Catalunha.

Ora, Mário Soares será o «Barcelona» da política portuguesa: é muito, muito mais que um político.

O agora nonagenário é, verdadeiramente, o pai da democracia representativa, ocidental e parlamentar em Portugal. Soares é, de longe, a maior figura do Portugal pós-25 de Abril, por ter tido a visão e a capacidade política para travar a ameaça (que chegou a ser iminente) de cairmos na esfera soviética, em plena Guerra Fria, nos anos da brasa de 74/75.  

São factos. Devemos-lhe isso. 

Já numa ordem mais subjetiva, considero que foi também o melhor Presidente da República da democracia portuguesa, precisamente por ter sabido vestir a pele do «Presidente de todos os portugueses», inaugurando um estilo que Jorge Sampaio soube (à sua maneira, muito diferente no ponto de vista pessoal, mas na mesma linha política) de uma «Presidência Aberta», para lá dos corredores do Palácio de Belém, junto das pessoas, a ouvir as queixas, a sentir o pulso da vida nacional.

A noção de que «uma maioria presidencial se esgota na noite da eleição», criada por Soares e prolongada por Sampaio -- e que na minha opinião Cavaco Silva não tem sabido interpretar. 

Essa maioria tem que terminar nessa noite, porque o Presidente tem a obrigação de integrar os 40 e tal por cento que não votaram nele. Mas que passaram a tê-lo como «mais alto magistrado da nação».

Só com essa noção se torna possível que o PR seja «de todos», mesmo de quem votou contra ele.

Mas Mário Soares está longe de ser consensual. 

Nunca o foi, mesmo nos tempos em que (início da década de 90), obteve mais de 70% dos votos numa eleição presidencial, fruto do apoio simultâneo de PS e PSD.

Há franjas da população portuguesa (e nem são assim tão minoritárias) que não lhe perdoam determinadas decisões políticas em momentos muito concretos da vida portuguesa: a descolonização, a primeira chegada do FMI, as crises sociais e financeiras dos anos 80, em fases em que Soares em primeiro-ministro. 

Nos anos mais recentes, a direita política tem-no tratado entre a indignação e a condescendência, atribuindo à «idade avançada» algumas das declarações mais encarniçadas do ex-PR contra o «atual governo» e «os malandos da direita». Ou, ainda mais recentemente, no caso Sócrates, contra «essa malandragem que quis montar isto». 

Estou à vontade para defender Soares, neste texto. 

No dia em que o agora nonagenário presidente foi visitar o amigo Sócrates ao cárcere de Évora, escrevi críticas muito contundentes à atitude, às palavras e às acusações gravíssimas que Soares fez contra «o sistema de justiça», «os juízes», «a forma como Sócrates foi preso sem ter sido ouvido por nenhum tribunal (sic)» e até o «recado» que, à entrada do carro, quis dar «àquele juiz» (Carlos Alexandre), numa deriva lamentável de alguém que se sentiu, por momentos, com poder para «mandar um recado» a um juiz de um tribunal de instrução criminal, através dos media.  

Ora, o facto de ter achado que aquelas declarações não respeitam a história e a herança política de Mário Soares mostra como, na minha opinião, a idade não deve ser um fator de desculpabilização ou minimização. 

Soares continua em plena atividade intelectual. Continua a ser um «player» do jogo político em Portugal. E isso é notável. 

«Não gosto nada de ter 90 anos», desabafava Soares nos últimos dias. «Penso sempre mais no futuro do que no passado».

Sempre foi assim: depois de sair de Belém, foi cabeça de lista do PS às europeias. Quase todos diziam que era só um nome para dar votos e que ficaria por Bruxelas só por umas semanas. Nada disso: foi um ativo eurodeputado e cumpriu os cinco anos. 

Discordei da candidatura presidencial de 2005/2006, mas achei, uma vez mais, notável, que alguém com na altura 81 anos tivesse estado em condições políticas e pessoais de ser o candidato oficial do PS. 

O péssimo resultado, quase humilhante (14%, muito atrás de Manuel Alegre, que correu sozinho e zangado com o amigo; a reconciliação viria anos depois) tinha tudo para deixar Soares deprimido e concluindo que o seu tempo acabado.

Qual quê: semanas depois, era vê-lo de novo a escrever, a dar conferências, a incomodar quem estava nos diferentes poderes.

A isso se chama carisma. Força. Determinação. Vontade de olhar para a frente e não para trás.

É isso que tem faltado à política portuguesa e também por isso Soares é «muito mais que um político».  

«Quisemos sempre todos a mesma coisa: liberdade, democracia e respeito pelos outros» MÁRIO SOARES, discurso no almoço do seu 90.º aniversário 

Soares é «muito mais do que um político», não apenas pelo que representou enquanto PR, PM e fundador e líder do PS.

É-o, acima de tudo, pelas características pessoais que tem e pela forma como sempre encarou a vida.

Alguém, como ele, que abandonou o Palácio de Belém aos 72 anos, depois de dez anos de presidência exemplar, com níveis de popularidade que provavelmente nunca mais alguém terá na política portuguesa, teria tudo para se acomodar ao circuito de conferências e homenagens, sem voltar a aventurar-se em eleições e aos espinhos do jogo político.

Só que Mário Soares é o «animal político» na sua mais pura essência. Quis sempre ir a jogo, nunca teve medo de dar a cara, de deitar o corpo às balas. 

«Sou o gajo que lhes atira mais às trombas, por isso é que eles não gostam de mim», comentava Soares, na longa entrevista concedida, na semana passada, a Clara Ferreira Alves, na revista do Expresso. 

«Soares é um homem afectivo, sedutor, cheio de charme e humor, às vezes colérico. E um magnífico contador de histórias, memorialista, escritor político, leitor voraz de jornais, revistas e livros – admirador de Camilo, de Eça, de Teixeira Gomes, de Raul Brandão, de José Rodrigues Miguéis, mas também de Antero, de Cesário, de Pessoa. Faz política como quem respira. Por isso, nunca desiste de lutar por aquilo em que acredita.» ANTÓNIO COSTA, secretário-geral do PS

«Socialista, republicano e laico», Mário Soares conseguiu sempre despertar simpatias junto de alguns setores de correntes políticas adversárias.

Só assim se explica a amizade com Adriano Moreira. Com Freitas do Amaral, seu antigo adversário em corrida presidencial. Figuras de um certo PSD, como Leonor Beleza, António Capucho ou Pacheco Pereira já o apontaram como sendo «da mesma família política». 

«Homem dos americanos» e «anti-comunista» no tempo pós 25 de Abril, esteve na linha da frente da contestação à guerra do Iraque de 2003, censurando Bush, Barroso, Aznar e Blair. 

Esteve, por isso, no lado certo da História, na maior parte das vezes. Talvez nas decisivas. E a isso se chama ter «faro político», algo que, indiscutivelmente, Mário Soares sempre teve. 

Nos últimos anos foram muito mais as vezes que discordei de Soares do que aquelas em que em concordei.

Mesmo preferindo Costa a Seguro, considero que Soares, como fundador do PS, foi tremendamente injusto na forma como tratou António José Seguro, esquecendo-se, por exemplo, que também ele teve que ser líder-do-PS-na-oposição, nos finais de 70 e inícios de 80. 

Discordei da forma por vezes simplista como Soares tem posto tudo no mesmo saco, em relação a este Governo e discordo sobretudo da urgência com que exige a queda deste executivo, ignorando uma vez mais a legitimidade do voto popular e das maiorias parlamentares (conceitos pelos quais tanto lutou).

Mas insisto: a admiração por Mário Soares não diminuiu um milímetro nos últimos anos.

Há décadas que Soares tem visto amigos ou conhecidos adoecer, morrer. Há anos que tem visto aumentar quem, em Portugal, o trata como «um velho irresponsável e impossível de aturar».

Nem assim desiste. Nem assim se abala. O sorriso aberto que tinha no almoço dos seus 90 anos disse-nos tudo sobre o seu estado de espírito e a tal vontade de olhar para o futuro.

«É um homem que contagia. Soares e Liberdade são dois conceitos que se confundem. Mesmo quando não concordo com o que ele diz, é um bálsamo ouvi-lo», observou Pedro Santana Lopes.

«Conheço Mário Soares desde os alvoroços da minha participação na vida cívica. Os meus atritos com ele nunca beliscaram o respeito e a amizade mútuos. E, amiúde, os meus artigos no Diário Popular eram extremamente veementes. Tinha, e ainda tenho, uma esperança imaculada na mudança do mundo. Esta crença pertence aos domínios da fé, bem sei, e Soares alimentava outras direcções. Irritei-me, por vezes, com as suas opções, com as suas extravagantes decisões, com as absurdas amizades que cultivava, como aquela, com Carlucci, o todo-poderoso senhor da CIA. Ele não alterava o comportamento e as coisas ficavam como eram» BAPTISTA BASTOS, jornalista, cronista e escritor, excerto de «Os 90 anos de Mário Soares», Jornal de Negócios

Podemos achar exagerada ou, simplesmente, merecida a importância que os media e os políticos portugueses continuam a dar a Mário Soares (no passado domingo, o «Público» reservou-lhe quase toda a primeira página, com a manchete «Parabéns, sr. Presidente!», sendo que nunca fez algo sequer parecido ao atual inquilino do Palácio de Belém...)

Mas dificilmente voltaremos a conhecer em nossas vidas uma figura com a dimensão histórica e o carisma pessoal e político de Mário Soares.

Nele, até os defeitos e exageros parecem ficar bem.




Germano Almeida

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Segredo por Detrás das Declarações de Visão e Missão (Infográfico)

Escrever as declarações de visão e missão não é tarefa fácil e, na maioria das vezes, confundem-se os dois conceitos.
Independentemente de serem escritas para uma organização, uma pessoa, um projeto ou um produto, as declarações devem refletir o que a entidade aspira ser (visão), bem como a forma como planeia lá chegar (missão).
Para facilitar este processo, Ana Santiago e Rui Carvalho criaram um infográfico sobre o tema, que abaixo se apresenta. Espera-se que o mesmo ajude a escrever declarações de visão e missão eficazes.


Infográfico em português, disponível aqui
Infográfico em inglês, disponível aqui


Por Ana Santiago


Fonte:
(http://ana-santiago.com/conteudos/infograficos/)
(http://www.rctalkit.com/ebiz/marketing-strategy/the-secret-behind-vision-and-mission-statements)


terça-feira, 21 de outubro de 2014

EuroPCom 2014: Imag[in]ing Europe


A quinta edição da EuroPCom, a Conferência Europeia sobre Comunicação Pública, decorreu de 15 a 16 de Outubro em Bruxelas.
A conferência reuniu gestores de comunicação e peritos de alto nível das autoridades locais, regionais, nacionais e europeias. 


Mais de 700 colegas de todos os estados membros da EU participaram neste grande evento de networking composto por palestras, debates e oficinas interativas focadas nos grandes desafios da comunicação pública Europeia.


Nesta página poderá aceder às apresentações e conclusões desta edição da EuroPCom.
Assista ao vídeo resumo:




Por Helder Gonçalves

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sete Ideias para Apresentações de Impacto


Comunicar em público com impacto representa para muitas pessoas um enorme desafio. Há, porém, recursos que podem melhorar significativamente as suas apresentações. Eis os que consideramos mais relevantes:
1.     História
Uma história bem contada cativa mais atenção do público do que uma longa explicação. Pode recorrer-se a vivências pessoais e profissionais, fábulas, factos históricos, contos, entre outros.
2.     Pergunta
Uma pergunta bem colocada pode levar a plateia a pensar no assunto ou a participar na apresentação, tornando-a mais interativa e dinâmica.
3.     Estatística
A partilha de uma estatística baseada num estudo desenvolvido por uma entidade credível pode ser uma ótima forma de introduzir um tema ou chamar a atenção da plateia para um dado assunto.
4.     Imagem
Uma imagem surpreendente permite captar a atenção da plateia para o assunto apresentado, seja ela visual (ex.: recurso a fotografias) ou mental (ex.: levar plateia a imaginar algo).
5.     Vídeo
O vídeo tem, geralmente, muito impacto nas apresentações mas precisa de ser ajustado à temática e não ser demasiado longo para não maçar a plateia.
6.     Citação
Uma citação bem escolhida pode introduzir ou sintetizar uma apresentação de um modo brilhante. Porém, deve recorrer-se a citações de pessoas respeitadas ou de referência na área.
7.     Adereço
O uso de um adereço apropriado e/ou original pode despertar a curiosidade do público e ajudar a introduzir o tema da apresentação. Para fazer a diferença há que ser criativo.

Aceda ao infográfico deste conteúdo, aqui.


Por Ana Santiago

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Adapte-se!


A Internet veio para ficar. Os smartphones, os tablets, os portáteis e até os relógios alteraram por completo a forma como acedemos à informação. À rapidez juntou-se a interatividade e a partilha de conteúdos.
A imprensa tradicional teve de adaptar-se, esquecendo-se, no entanto, de adaptar os seus princípios editoriais à nova comunicação digital. Os novos meios de comunicação com presença exclusivamente online são mais ‘transparentes’ e permitem um maior envolvimento dos leitores.
Esta é, de resto, uma das conclusões mais interessantes de um estudo publicado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism.
O estudo “Accuracy, independence and impartiality: How legacy media and digital natives approach standards in the digital age” da autoria da jornalista Kellie Riordan, da Australian Broadcasting Corporation, compara as publicações de origem digital Quartz, BuzzFeed e Vice News e as tradicionais Guardian, New York Times e BBC.
Segundo o estudo, os novos meios online optam por uma informação enquadrada no universo da internet, num ‘tom mais convencional, opinativo e social”, disponibilizando os links para as fontes de informação originais- uma prática muito pouco comum nos meios tradicionais.
A falta de espaço na comunicação online é, à partida, um problema que não se coloca. Como tal, eventuais atualizações de informação, notícias de última hora, direitos de resposta ou correções são perfeitamente toleradas.
 A autora recomenda, por isso, aos meios tradicionais com presença digital que façam uma reflexão para testar se os seus princípios editorais se “ainda são relevantes no século XXI”.
Dulce Salvador

quinta-feira, 3 de julho de 2014

TED: as comunicações mais carismáticas do mundo


Há ideias que podem mudar a forma como vemos o mundo, mas para tal necessitam de ser partilhadas a uma escala global. A TED disponibiliza-as gratuitamente na Internet, por isso não há como ficar indiferente às conferências mais célebres do mundo.
No tempo presente, a TED é um palco de partilha de arte, ciência, experiência e tecnologia, produzida pelos melhores especialistas do mundo em cada área.

A história da TED
A conferência TED foi criada como evento único em 1984, por Richard Saul Wurman. Seis anos mais tarde, apresentou-se como uma conferência de quatro dias com um programa de palestras sobre tecnologia, educação e design (TED). Em 2001, o editor de publicações de tecnologia Chris Anderson adquiriu os direitos da conferência e desde então a TED não tem parado de crescer. (1)
Até 2005 a TED foi realizada anualmente ao longo de quatro dias, reunindo 50 oradores que apresentavam comunicações de 18 minutos. Nesse ano, Anderson lançou uma palestra paralela denominada TEDGlobal e, um ano mais tarde, criou o sítio TED.com para chegar a uma plateia mundial. A partir de 2009 a organização concedeu autorizações a terceiros para organizarem os eventos TEDx em mais de 130 países e, em novembro de 2012, as palestras TED.com atingiram mil milhões de visualizações. (1)
Hoje em dia, as palestras TED Talks online são vistas por cerca de um milhão de pessoas por dia, segundo Anderson. (1)

Cinco boas razões para assistir às TED Talks online
Existem, pelo menos, cinco boas razões para assistir a estas conferências de notoriedade mundial:
1.     Conhecer ideias brilhantes com os “mestres” de assuntos tão vastos como tecnologia, educação, design, ciência, arte, saúde, felicidade, entre outros;
2.     Aprender a arte de falar em público com oradores de excelência e suas apresentações cativantes, divertidas e inspiradoras;
3.     Reunir recursos gratuitos e de valor para utilizarmos sempre que desejarmos, a nível pessoal, social e profissional;
4.     Inspirar outras pessoas, partilhando ideias disseminadas nas conferências TED;
5.     Transformar o mundo, operando mudanças positivas na vida pessoal, nos relacionamentos e no trabalho a partir das ideias partilhadas nas TED Talks.

As 20 TED Talks mais populares
Em TED.com podemos encontrar inúmeras comunicações inspiradoras capazes de satisfazer necessidades e interesses muito díspares. Porém, fica aqui o link com a lista das 20 apresentações mais populares de sempre: http://blog.ted.com/2013/12/16/the-most-popular-20-ted-talks-2013/

Por Ana Santiago


(1) Gallo, C. (2014). TED: Os segredos de comunicação das conferências mais carismáticas do mundo. Lisboa: Gestão Plus.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Com bom humor, também se comunica em Curitiba!


A comunicação institucional nas redes sociais está a ganhar um novo fulgor no Brasil, graças ao projecto da autarquia de Curitiba, a capital do Paraná no Brasil.

Desde março, as páginas da autarquia nas redes começaram a ganhar um perfil mais informal, que tenta aproximar os munícipes da cultura e dos símbolos locais. 



São comuns os comentários irónicos sobre o clima instável na cidade como: "neste momento temos 16 ºC e a perspectiva de tirar e colocar a blusa várias vezes durante o dia de hoje"; ou: "o mundo falando do eclipse lunar de ontem que durou 78 minutos e ninguém ainda se deu conta do eclipse solar que já dura 49 horas em nossa cidade".

No Brasil, a participação nas redes por parte das administrações públicas não é muito habitual. São Paulo por exemplo nem sequer tem um perfil oficial no Facebook. No Rio de Janeiro, o tom dos “posts” é o mesmo da agência oficial da autarquia.
De acordo com os seus responsáveis a forma “curitibana” de atuar na internet foi inspirada em exemplos internacionais, como o de Barack Obama (tanto a campanha quanto a gestão de comunicação da Casa Branca) e das autarquias de Berlim, Nova York, Amsterdão e Paris.
Para mim este é um caso prático de uma correta utilização das redes sociais em prol do cidadão! Estão a utilizar as ferramentas para o objectivo principal de criar diálogo! Eles comentam qualquer comentário e nenhum pedido de informação fica sem resposta!

Da mesma forma que uma marca procura gerar entrosamento com um consumidor para que ele adquira um produto, neste caso querem que os munícipes consumam os produtos da sua cidade, participando de forma cívica na política da mesma!


Existe, no entanto, o cuidado de mediar as críticas para que o espaço não se torne uma tribuna de ofensas, algo comum em plataformas da web. As críticas são mantidas, mas quando há calúnia ou ofensas, o comentário é apagado e o usuário, comunicado do seu bloqueio.
Outro procedimento utilizado é nunca usar a imagem ou o nome do “prefeito” Gustavo Fruet (PDT). As páginas pessoais de Fruet são administradas por outra equipa e embora às vezes se aproxime na forma de actuação, é mais contida. 
objectivo declarado do formato é chamar a atenção a partir das brincadeiras e embutir as informações sobre a cidade. 



O caso dos novos táxis é um exemplo assim como uma campanha para redução e gestão mais adequada do lixo.



A autarquia de Curitiba atribuiu recentemente 750 novas placas de táxi. Na sua página no Facebook, o órgão tratou de informar que nenhum dos novos taxistas fazia o estilo de Travis Bickle, o psicopata do filme "Taxi Driver", de Martin Scorsese.
O post exemplifica a estratégia de comunicação nas redes sociais adoptada pela administração municipal, que vem ganhando fãs dentro e fora da capital paranaense. A página no Facebook é seguida por 204 mil pessoas, quase 20% da população da cidade. No Twitter, são outros 27 mil seguidores.

Para os responsáveis o objectivo é destruir a ideia que Curitiba é uma cidade fechada e de população sisuda. 

Um grande exemplo de Curitiba!



Helder Gonçalves